Essa é uma pergunta que não tem uma resposta definida. Isso porque o valor liberado por cada instituição financeira depende de alguns fatores, como idade, outros compromissos financeiros e taxas de juros. Mas se você quer saber se o sonho da casa própria cabe no seu bolso, nós te ajudamos! O Grupo SP conversou com Débora Pezzotti, correspondente bancária da Caixa Econômica Federal, que nos traz alguns exemplos de financiamento e explica como funciona esse processo. Continue a leitura e confira.
Associar o valor da renda mensal ao valor do imóvel possível para compra é algo comum. No entanto, Débora é taxativa ao responder que isso depende. Ou seja, duas pessoas com a mesma renda mensal podem conseguir valores diferentes de financiamento.
Débora traz uma estimativa que pode ajudar quem tem dúvidas: falando de um imóvel novo dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida (que tem um teto nacional de 350 mil), uma renda entre 7 e 8 mil reais já permite financiar até 80% do valor do imóvel (280 mil), pela tabela Price.
Apesar da estimativa, a correspondente alerta que vai depender de cada cliente. "O comprometimento financeiro que ele tem é importante, vai fazer com que essa renda seja maior para que o financiamento não seja reduzido, e a idade do cliente também, já que quanto maior a idade, menor é o tempo de financiamento".
Além disso, Débora traz outras variáveis. "Pela Caixa Econômica Federal, um imóvel novo pode se enquadrar no Programa Minha Casa Minha Vida e nessa modalidade de financiamento, como existem 0,5% de redutor, se o cliente é cotista do FGTS, com pelo menos 36 meses de contribuição, o que faz com que a renda exigida seja menor. Já na modalidade SBPE ou pelos bancos particulares, seguiremos as orientações iniciais. Portanto, para obter essa resposta, é necessário simular sempre o caso concreto".
É comum que as pessoas procurem o imóvel que gostariam de comprar e só depois vão ao banco descobrir suas possibilidades. Mas Débora aconselha aconselha que quem deseja comprar um imóvel, primeiro, saiba quanto o banco vai disponibilizar para o financiamento, considerando também o valor da prestação mensal, para depois procurar um imóvel dentro desse valor.
"Eu oriento o cliente sempre a buscar primeiro o financiamento, já que a moeda de compra dele depende de um financiamento. Ele precisa entender o momento que ele está, se a comprovação de renda dele está ok com o banco que ele pretende tomar o crédito, se o nome dele está ok. E aí, dentro das condições dele, entender quanto o banco empresta para então ele procurar um imóvel", pontua a correspondente bancária.
Débora lembra que a liberação do financiamento depende muito do banco escolhido. No entanto, a grosso modo, traz uma estimativa: "a cada R$4.000 de renda, 100 mil de financiamento e R$1.000 de parcela, quando a gente está fora do Minha Casa, Minha Vida, porque no programa, como a taxa de juros é menor, o poder de crédito do cliente é maior".
Se a pessoa tiver outro financiamento, o cenário muda. "A Caixa libera o financiamento para o cliente de acordo com o valor da parcela que ele consegue pagar, que não pode ultrapassar 30% da renda dele", explica Débora.
Ela dá um exemplo de alguém com 7 mil reais de renda. Nesse caso, ele consegue comprometer 30%, que seria R$2.100. "Pensando em alguém que já tem o financiamento de um carro e ele paga mil reais de parcela, ele já não tem mais R$2.100 disponível, o banco vai liberar o financiamento para ele em cima dos R$1.100 que sobrou", ilustra.
Mas engana-se quem pensa que apenas um financiamento com valor alto pode comprometer o sonho da casa própria. As dívidas do dia a dia acumuladas no cartão de crédito também podem prejudicar o valor disponibilizado.
"Tudo o que envolve o CPF do cliente e passa pelo Banco Central, as informações são cruzadas. Então, o que muitos clientes fazem hoje em dia? Utilizam o cartão de crédito o mês inteiro, para milhas, pontuações, enfim. e pagam uma única fatura, o salário dele cobre. Mas lá no Banco Central, ele está comprometendo todo o salário dele".
Débora ainda explica que mesmo que o cliente quite essa dívida, o Banco Central tem um delay de 60 dias. Isso se aplica à quitação de cartão de crédito, empréstimos, consignados, financiamento de veículo, entre outros. "Ele vai quitar, mas a probabilidade de ele conseguir um crédito vai ser de 60 a 90 dias depois de quitar a dívida".
Por isso, a correspondente aconselha que no prazo de 90 dias, o cliente que buscar um financiamento, não tenha nenhuma dívida que comprometa sua renda.
No site do Banco Central, você pode utilizar uma ferramenta para conferir suas dívidas, ela se chama "Registrato" e está disponível apenas para consultas pessoais.
Isso pode ajudar você no controle financeiro e a entender suas chances de conseguir um financiamento imobiliário. Mas não deixe de consultar um correspondente bancário para tirar todas as suas dúvidas.
Confira a ferramenta nesse link: https://www.bcb.gov.br/meubc/registrato
Agora que você já entende melhor o processo de financiamento e quais fatores podem influenciar a aprovação do seu crédito, é hora de planejar seu próximo passo!
Continue acompanhando nosso Portal para mais conteúdos sobre o mercado imobiliário e confira os imóveis disponíveis para compra. Acesse nossas ofertas e encontre o lar ideal para você!